Nando Luiz busca seu espaço no sertanejo

    Um dos últimos estados a ser conquistado pela música sertaneja, o Rio de Janeiro apresenta o cantor Nando Luiz. Com produção do experiente Pinnochio, ele acaba de lançar o disco “É Pacabá”. Os arranjos contam com uma pitada dos clássicos que o influenciaram e uma sonoridade moderna, alinhada com o que toca nas rádios e pistas por todo o país.

     Você lançou recentemente mais um trabalho. Como está sendo a recepção da crítica e do público? 

    Nando Luiz – Decidimos lançar um arrocha devido a força que este ritmo tem hoje no mercado sertanejo. A recepção está sendo ótima, porque a letra retrata bem o que acontece entre os casais, e o ritmo não deixa ninguém parado. 

    Como foi o início da sua carreira? 

    O início foi bastante difícil, mas alimentado por um grande sonho, que é ter o meu trabalho reconhecido. Hoje aos poucos estamos conquistando isso. Mas comecei muito novinho cantando em rodeios e na igreja. Por eu ter vindo de uma região onde a agricultura é o meio de subsistência de todos, o rodeio faz parte disso, é tradição, é roça. Aos 14 anos comecei profissionalmente cantando em banda baile. 

    Você nasceu em Ibirarema, no interior de São Paulo, e hoje mora no Rio de Janeiro. Por que você escolheu o Rio? 

    Sabemos que o  Rio é uma capital com forte influência em todo o Brasil, o que acontece no Rio, repercute em todo o país. Escolhi aqui por ser uma cidade linda e eu também já tinha um sonho de vir pra cá, e também pelo fato de descobrir que o sertanejo estava conquistando um espaço. Queria fazer parte da inserção do sertanejo nessa cidade maravilhosa. 

    O Rio de Janeiro é uma cidade cujo estilo musical é pautado pelo funk, samba. Como é cantar sertanejo para os cariocas? 

    Música é música. Não deve haver preconceitos e competições entre ritmos. Toda música tem uma mensagem. Ela sempre virá ao encontro com a necessidade de alguém. Cantar sertanejo para os cariocas está sendo uma experiência incrível. Ver este segmento tomando força e os shows lotando, para curtir sertanejo, é prazeroso demais. Estou muito feliz por estar ajudando a construir uma história sertaneja na capital do samba e do funk. 

    Em quais cantores sertanejos você se espelha? 

    O que seria de nós sem nossas referências. Do sertanejo clássico, eu me espelho em Tião Carreiro, Milionário & José Rico, Zezé Di Camargo & Luciano. Do sertanejo mais moderno, Jorge e Mateus e Fernando e Sorocaba.

    Hoje, o sertanejo é uma mistura com o arrocha. Você pensa em inovar e fazer uma mistura com outros ritmos? 

    Olhem só o que a música proporciona: uma mistura, sem distinções. Hoje vemos várias junções, sertanejo com funk, sertanejo com pagode, entre outros. No disco que gravamos com o maestro Pinnochio, um dos produtores mais conceituados do Brasil no mundo sertanejo, produzimos músicas numa mistura de arrocha, romântico e também apostamos do ReggaeNejo, uma mistura que até então não tínhamos visto no mercado. 

    Como você imagina a sua carreira daqui a dez anos? 

    Como o poder da mente e a fé fazem com que as coisas transpirem a nosso favor, eu imagino sempre o melhor, porque isso pode e vai acontecer. Então, quero daqui a dez anos uma carreira sólida, na qual eu possa conquistar mais e mais fãs e continuar levando alegria a eles.